Por Marcelo Serafim
Durante décadas os políticos fugiam do debate da água, todos sabiam dos problemas, mas poucos buscavam as soluções.
Amazonino Mendes, quando era governador, privatizou a Cosama e repassou o problema para terceiros, não assumiu suas responsabilidades e deixou a sociedade na mão. Anos se passaram e praticamente nada era feito. Órgãos do governo do Estado informavam que gestores estaduais haviam mentido em relação aos dados do passado, o que dava embasamento para que a empresa não cumprisse as metas estabelecidas. O resultado disso foram anos sem investimentos e um aumento significativo das pessoas que sofriam pela ausência de água nas torneiras. Naquele momento, Serafim Correa tomou a correta decisão de impor à empresa novas metas a serem cumpridas, sob pena de multas e penalidades. Muitos criticaram, mas hoje, quando analisamos o relatório da Arsam de 2010, quando o governador ainda era Eduardo Braga, temos a convicção de que Serafim agiu corretamente. Vamos aos dados. Graças à iniciativa do ex-prefeito Serafim Correa a população de Manaus ganhou o seguinte: a capacidade de produção e de tratamento de água na Ponta do Ismael aumentou em 2.000 litros por segundo. O Proama de Braga produzirá, quando e se ficar pronto, 2.500 litros por segundo gastando mais de R$ 400 milhões; ganhamos 38 quilômetros de adutoras levando a água da Ponta do Ismael à Cidade Nova; foram construídos 11 novos reservatórios com capacidade para 55 milhões de litros de água; ganhamos 706.840 metros de novas redes de distribuição de água; 78.084 novas casa receberam ligações de água beneficiando 371.989 pessoas; e foram feitas 13.603 novas ligações de esgoto atendendo 65.027 pessoas. Esses são os nossos dados, com os quais os nossos adversários terão que conviver. Esse debate é o que queremos. Vamos a ele!Até quinta!
Marcelo Serafim é farmacêutico, bioquímico e Presidente do PSB-AM